Acerca do Artista

John O’Connor nasceu em Londres no seio de uma família distinguida em três gerações no mundo do teatro e da música.

Estudou na Chelsea School of Art onde foi premiado duas vezes em desenho e graduou-se com distinção no curso de Belas Artes.

Seguiram-se dois anos de pós-graduação na Slade School, tendo como professores Robyn Denny e Bernard Cohen.

Enquanto estudante em Chelsea, colaborou com o psiquiatra R.D. Laing na organização de uma mostra colectiva de trabalhos seus e de outros alunos em Kingsley Hall, Londres.

Durante os anos de aprendizagem o artista direccionou-se para um estilo próprio de expressionismo abstracto, tendo porém ficado desiludido com a orientação que a arte moderna tomava e tendo destruído muitos dos seus primeiros trabalhos,  conforme ele próprio justifica na introdução de um catálogo de uma exposição retrospectiva no British Council em Lisboa, escrita em 1994:

“Isto era um holocausto, de cuja fogueira eu esperava que o fumo incomodasse aquilo que Windham Lewis chamou ‘o Demónio do Progresso nas Artes’ – um acto apostático que me libertava das garras do que os alemães chamaram ‘Der Zeitgeist’, o espírito dos tempos.”

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O Enigma da Esfinge, 1969
Lápis, 56 x 76 cm

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Convite à dança
Óleo sobre tela, 152 x 193 cm

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Batalha pelo centro, 1970
Lápis e pastel, 56 x 74 cm

Nessa altura regressou então ao estudo da natureza e às obras dos Mestres do passado.

Reemergiu em 1974 com uma exposição na Marlborough Gallery, Londres, de uma série de gravuras intitulada In Nomine Domini acompanhando textos de Michael Schützer-Weissmann sobre as vidas de antigos compositores ingleses.

Nos anos 70, leccionou História de Arte em várias escolas de Belas-Artes incluindo a Goldsmiths e a Chelsea School of Art, onde foi leitor em Perspectiva.

Nos anos 80, O’Connor trabalhou como consultor cinematográfico para os realizadores Neil Jordan, Julian Temple e Stephen Frears e viajou largamente pela Itália, Jugoslávia, África do Sul, Espanha e Portugal, pintando paisagens.

Expôs individualmente, em Londres, na Marlborough Gallery, Clarges Gallery, Christopher Drake Gallery, Oxford Gallery, Royal Geographical Society, Canning House e Leighton House Museum e, em Lisboa, no Grémio Literário, British Council, Galeria Escada Quatro, Galeria Matriz e também em Sintra, Porto, Régua e Quinta do Lago, Algarve.

Participou em exposições colectivas, em Londres, na Royal Society of Portrait Painters, no Royal Institute of Painters in Watercolours e na Royal Academy e, em Lisboa, na Galeria Janelas Verdes e no Centro Cultural de Belém.

Os seus murais e retratos encontram-se dispersos por várias residências privadas em Inglaterra e Portugal, bem como no Stratford Motor Museum, no Royal Observatory em Kew e no Clothworkers’ Hall em Londres.
O trabalho do artista está representado em várias colecções públicas e privadas em Portugal e na Inglaterra, incluindo a do Victoria and Albert Museum, Barclays Bank, Caixa Geral de Depósitos, Selecções do Reader’s Digest, Grupo Pestana, Lapa Palace Hotel, Museu da Cidade de Lisboa, Câmara Municipal de Sintra e na de S.A.R. o Príncipe de Gales.

Em 2004, em Roma, o artista obteve autorização para desenhar estudos ao vivo do Papa João Paulo II, a partir dos quais executou um retrato a óleo, autorizado pelo Vaticano.

O’Connor publicou quatro livros de aguarelas e desenhos, acompanhados de textos de autores portugueses seleccionados por Maria do Carmo Paço d’Arcos: Retrato do Douro – Portrait of the Douro em 2001, Perfil de Lisboa – Lisbon in Profile em 2004, Canção do Mondego – Mondego Song e Vistas de Cidades – Cityscapes, em 2009. Em 1993 ilustrou também o livro Uma Amizade – Cartas de Pascoaes a Anrique Paço d’Arcos, correspondência entre os dois poetas portugueses.

Actualmente o artista executa uma série de pinturas a óleo sobre o tema A Morte e a Donzela e prepara uma exposição dos seus mais recentes trabalhos.